De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

POEMA À MINHA MÃE


Num lindo jardim nasceu
há muitos anos, há tantos,
uma árvore muito forte.
Mais forte do que um rochedo,
mais linda que um vasto mar.
Naquele jardim cresceu
muitos anos. Nem sei quantos.
Viessem ventos do norte,
nada lhe metia medo.
Resistia sem vergar.

Em dias sem vendaval,
em lindas noites de prata,
foi testemunha, calada,
de muitos beijos de amor
dados com muita paixão,
lá p'rós lados do Choupal.,
Mas a Lua, sempre ingrata,
trai sonhos a gente amada
amada até que o alvor,
lhes faça ver a traição.

Serás sempre, minha Mãe,
inspiração, nos meus actos
que exijam força, coragem
e muita abnegação.
E em todo o meu percurso,
tu és minha luz, também,
até nos queridos pratos
que cozinho, sempre à margem,
do meu saber, por lição,
aprendida no meu curso.

Tu é que tinhas razão.
Pôr teorias em prática
só resulta, se sentirmos
amor pelo que fizermos.
Seja o que fôr, não importa.
E tu disseste-me, então,
àcerca da matemática:
Se do pouco extrairmos
o que, demais, nós quisermos,
a conta sai mesmo torta.

E é por isso que agora,
pelo tanto que aprendi,
faço bem contas à vida,
para viver mais feliz,
tal como sempre quiseste.
As minhas contas, embora,
tirando aqui, pondo ali,
estão todas bem na medida.
Cortei o mal pela raiz.
Faço o que sempre fizeste.

Como é bom saber-te bem.
Adoro-te, minha Mãe!
Maria Letra
Dezembro de 2003
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