De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 28 de julho de 2013

RELATO DUMA HERANÇA

Solto minha mente
e deixo que me lembre
daquele tempo
em que brincava
... e ria de contente
por tudo…

 e por nada,
duma forma insensata.
Eram tempos de prata.
Fazia rir toda a gente
ora imitando,
ora dançando…
ora falando
com as paredes,
minhas amigas
que, pacientes,
deixavam, surdas,
que lhes dissesse
o que eu quisesse.
“Amiga, a fruta
estava caríssima,
e o mercado…
cheio de gente!”
Naquele trajecto
que a minha mente,
lesta, consente,
vou recordando
e fico pensando,
e derramando
gotas de sal,
porque a saudade…
faz muito mal!
Busco defesas.
Recordo, em fila,
aqueles momentos,
ano, após ano.
Seis filhos tive.
Tive os que quis…
Daí em diante…
é p’ra esquecer!
Contudo,
neste meu fado
que guardo, mudo…
houve episódios
de grande luz,
que iluminaram
a minha mente.
Virei a página.
E aquela cruz
que a minha alma
ainda sente
muito pesada…
não vale nada.
Foi a herança
que me deu força
e tanta esperança.
Os meus bons filhos
foram sarilhos,
muitos cadilhos,
mas são tesouros.
Deles nasceram
meus 11 louros.
Ponto final!
Eles são meus netos!
Com eles partilho
grandes projectos
para o futuro
que será deles.
Sim, que do meu...
o que sei eu?!?

Maria Letra
27-07-2013

ANDRÉ LETRA - NÃO ME SINTO UM ÁS...


sexta-feira, 26 de julho de 2013

AMBIÇÕES CORRUPTAS

                                         




























terça-feira, 23 de julho de 2013

PREPOTÊNCIA CONJUGAL


DISTÂNCIAS


MEUS MININO D'OIRO

Amo meus minino d’oiro
como a Noite ama o Luar,
o Dia ama a luz do Sol
e a Natureza o Respeito.
São partes do meu Tesoiro,
pedaços do meu Amar
que guardo dentro do peito.
É um trio que não se perde,
em Terras de Cabo  Verde.
Têm um pé na escolinha
enquanto  o outro…, caminha!
Pé-coxinho também anda.
É a vontade que o manda! 
 
Maria Letra
2013-07-23
Nota: Os minino de Manuela Sá Carneiro
Blog: viajantes solidários
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

QUANDO, PARA UMA CRIANÇA, UM POUCO DE TANTO, BASTA!

(Poema publicado hoje no blogue: http://viajantesolidarios.blogspot.com)


Quando no olhar inocente e puro duma criança,

não há sinais da vida, da luz duma esperança,

essa criança, sofrida, não pergunta nada.

Queria, apenas, sentir-se mais amada.

Amada por nós, pelo chão que pisa,

ou pela frescura duma doce brisa.

Bastar-lhe-ia algo do tanto

- não importa quanto -

que outras terão,

mas ela… NÂO!



Maria Letra

2013-07-17
Fotografia de 
Paolo Souza

terça-feira, 16 de julho de 2013