De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

A PALAVRA

A PALAVRA

Servimo-nos de ti, constantemente.
És usada e abusada.
Não reclamas, não contestas
e, em troca, o que é que pedes?
Nada!
Se te pegam, docemente,
tu és amada.
Se te pegam, rudemente,
tu és odiada.
Se fores veículo de insulto,
e não cederes à resposta,
geras tumulto
na alma de quem tu feres
e sofres o que não queres:
um bombardear de ofensas.
o que pensarias tu
se pensamento tivesses?
que o teu corpo nasceu nu,
serves todos os interesses.

Maria Letra
04-07-2013

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