De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CAFE DE PARIS


Cafe de Paris.
Ponto de encontro
De tantos corpos.
Uns, cheios de vida,
Outros, quase mortos.
Nas cabeças,
Um mundo desconhecido
De ambições.
No peito ...
Mais dores do que corações.
A banda, repetitiva,
Sempre igual,
Parecia tudo,
Menos musical.
O interior do salão
É deprimente.
O aspecto, sórdido.
Nos olhares
Sente-se a esperança
E um desejo mórbido.
Em cada par
Um caso ...
Por vezes sério,
Mas, na maioria,
P'ra não recordar.
Contudo,
Neste salão deprimente
E de aspecto sórdido,
Onde quase tudo
É doentio,
É mórbido,

Encontrei-te a ti.
No teu doce peito
Senti um coração.
Na tua cabeça
Uma humana ambição:
Encontrares alguém
Que suavizasse
A vida que tens.

Dançámos.
Sem falsas ilusões,
Dia, após dia,
Um desejo crescia:
Estarmos juntos os dois.
O meu corpo
Ansiava aprender
A lição do Amor.
Ensinaste-ma tu.
Hoje, meu bem,
O meu coração
Sabe bem o que quer.
Aprendeu, contigo,
Como é bom ser Mulher.

Maria Letra
Sounthampton, Abril 1985
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