De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DURA LEX! SED LEX!

Dura Lex!
Sed Lex!
A primeira condenação
Imposta a qualquer cidadão.
Todavia,
Um mundo de interrogações
Paira no ar:
Quem de direito a inventou?
Quem de direito a aprova
Ou a faz aplicar?
Mas ela faz-se cumprir,
De modo fácil, ou não,
Sem lugar p'rá admitir
A mais leve compaixão.
Os parágrafos ... enfim ...
Dão "pano p'ra muita manga".
Por vezes a culpa anula,
Outras vezes acumula
Males maiores a cada caso.
Mas ... insisto eu:
Quem de verdade e direito
Está à altura de julgar
Cada lei?
Vejo pouco de perfeito
-Sem medo de exagerar -
Em muitos que a inventam,
Em muitos que a aprovam,
Ou a fazem aplicar.
Num mundo em cujos sistemas,
- Mais corruptos que sãos –
Fazem pesar grandes penas
Nos ombros dos cidadãos
A eles sujeitos ...
Vejo leis,
Contrárias à lei do Amor,
Males com muitas virtudes
E bens com muitos defeitos.
E, com pavor,
Assisto a tanta injustiça
Na lei imposta,
Submissa
Ao poder de cada estado,
Que já não sei se, lutar,
Traz benefícios de vulto
A um futuro que, oculto,
Me parece amordaçado.
Mas, p'ra esse mal,
Não sai lei.
É duma injustiça tremenda.
Cada um que se defenda!

Maria Letra
Londres, Abril de 1985
Imagem de:
http://www.abcdmaior.com.br/blog.php?cat=15&paged=5
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