De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

QUANDO A OFENSA DOEU ATÉ SANGRAR

 
Não sou assim, tão perfeita,
que consiga perdoar uma desfeita.
Quando me ofendem dos pés, até à cabeça,
uma só coisa eu espero que aconteça:
o ofensor deixar de me ofender,
e eu seguir em frente, sem esquecer.
Nunca desejo o mal seja a quem fôr,
porque conheço bem o que é o amor,
mas não me venham pedir p’ra perdoar,
quando a ofensa doeu até sangrar.

Maria Letra
Abril de 2011

12 comentários:

Xana disse...

Parei aqui no seu cantinho e gostei do que li, este então parece que está a falar de mim!

Sou do amor e da paz e por isso não consigo perdoar a quem me faz doer, e apesar de deixar o outro seguir viro fera se volta a insistir :)
vou voltar aqui concerteza, tenha um bom dia! E se quiser visite-me também.

✿ chica disse...

Dói muito na hora, mas depois vem o perdão, de leve, leve até que se instala...


beijos,lindo dia!chica

BIA disse...

Perfeito!!! Verdades verdadeiras ditas através da poesia!!! Fica até mais bela a realidade e a vida pela ótica das sinceras palavras de uma poesia. Belíssimo.

Bjus

Bia

Tite disse...

Este post parece ter destino ou dono. Tanto faz... estou contigo mas, apesar de não esquecer tento perdoar logo que possível para ficar com o coração mais... leve.

Beijocas grandes

Lázara papandrea disse...

quando dói demais só o tempo para mudar nosso sentimento! beijos

Maria Letra disse...

Olá Xana. Como deve ter reparado, fui visitá-la antes deste meu comentário, retribuindo a sua visita com muito carinho.
Fazemos anos no mesmo dia, reparou? Eu bastante mais no passado ...
Passarei a visitá-la mais vezes, embora nem sempre com a assiduidade que desejaria, tal como acontece com todos os amigos bloguistas. Espero me perdoe, mas sou assim como que uma formiga obreira.
Beijinhos.

Maria Letra disse...

Boa noite, Chica. Eu não direi que o perdão se instala, pois perdoar, sem pensar no quanto doeu, é difícil.
Um beijinho grande, amiga, pois este comentário só podia saír dum ser perfeito. Eu não sou, embora gostasse de ser.

Maria Letra disse...

Olá Biasinha! Obrigada por mais uma visita e pelo seu comentário. Até já.

Multiolhares disse...

penso que foi este o poema que disse ter acontecido ao ler sobro a Páscoa.

cada um de nós tem os seus Eus particulares uns mais fortes do que outros somos assim muito humanos, Jesus realmente mostrou-nos o caminho, mas também disse que n~´ao era fácil, então eu penso que se cada um de nós tentar limar as suas próprias arestas e estar receptivo ao próximo já é um grande passo para tornarmos a nossa vida e a dos demais mais facil

mais uma vez grata pela visita e palavras
beijinho

Maria Letra disse...

Obrigada, Tite, por mais esta visita e comentário, que não poderia ser outro, senão este, vindo de ti.
Beijinhos.

Maria Letra disse...

Muito obrigada pela sua visita e comentário, Lázara Papandrea.
É mesmo como diz mas, neste caso isolado, em toda a minha vida, nem tem o peso que o poema parece dar-lhe, porque nem conhecia a pessoa pessoalmente.
Um bom fim-de-semana que se aproxima e que, cada vez mais, parece chegar demasiado veloz. É um fenómeno a que tenho andado atenta... Serei a única?

Maria Letra disse...

Obrigada, Multiolhares, por mais esta visita e respetivo comentário.
Estou perfeitamente de acordo com o que escreveu sobre o meu perdoar ou não que, aliás, também não tem o peso que o poema parece ter-lhe dado, como já disse.
Um beijinho e, mais uma vez, obrigada.