De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

POLOS OPOSTOS











Seguro a mão que me foge,
Fujo à mão que me procura.
Trato a f 'rida que tu sentes,
Quando a minha não tem cura.
Tu és a fonte que busco,
És a maré que arrefece.
És a lenha que crepita
Em fogo que não aquece.
Eu sou a raiva, o tormento,
Sou a rocha, a solidão.
Sou areia que pisaste
Deixando marcas no chão.
Eu sou a cal que branqueia,
Sou o fumo que se esvai.
Sou uma onda que vem,
Enquanto uma outra vai.

Maria Letra
Labruge-Imagem de album pessoal
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