De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MENSAGEM

Uma gota caíu,
Suave, no meu braço.
Trazia consigo
A mensagem, serena,
Dum abraço.
Um abraço bem longo,
Meiguinho, profundo,
Que me fez vibrar
E adorar o mundo.
Senti-me viver,
Ser amada, amar ...
Co'a mesma grandeza
Com que se ama o mar.
Mergulhei nas ondas,
Tranquilas, dum sonho.
Vi felicidade
Num rosto risonho.
Eras tu, meu filho.
Corremos os dois
Felizes, contentes.
Dei largas à vida
Que tu tens e sentes.
Parámos. Que vimos?
Ovelhinhas brancas,
À volta das mães,
Sedentas de mimos.
Pegámos um filho
Pequenino, branco.
Era tão docinho ...
Que amor!...
Oh que encanto!...
Falaste ao pastor,
Fizeste perguntas.
-"Gostas das ovelhas?
- Quantas tens?
- São muitas!..."
Cheiraste uma flor,
Escutaste um hino.
De repente, um sino,
Falou-nos do tempo.
- "É pouco, não chega..."
(Ouvi num lamento...)
-"Meu filho, não chores,"
Voltarei de novo".
-"Está bem, não demores!..."
Eu sei o que sentes,
Eu sinto-o também.
Desejo esse dia,
Mas tarda, não vem.
Deste-me uma prenda
Que quase não via.
Pediste-me: "Esconde-a".
E desde esse dia,
Com grande paixão,
Guardo um diamante
No meu coração.

Maria Letra
Imagem da net
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