De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 13 de dezembro de 2009

CRUELDADE

                                                
Quadrados cinzentos.
Crianças despidas,
Descalças, sem côr,
Sem identidade.
No seu peito a dor.
Dor que nos transmitem
Dos seus olhos tristes,
Com que olhem o mundo,
Sem paz, sem amor.

Que viver cruel!...
Tanta gente inútil.
Qual o seu papel
Neste vil cenário?
Há muito o 'squeceram,
Ou nunca o souberam.
Tantos com brasão,
Mas sem coração.
Não há comentário!...Mas é co'a criança
Que se aprende a dar.
É flor que não cansa,
Que acalma, que amansa,
E não deixo de amar.



Maria Letra
Fotografia extraída da net
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