De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

DESPEDIDA DO ANO DOIS MIL E NOVE

Estás na hora da partida,
Emalando os teus haveres.
Que pobreza de conteúdo!
Quando tu eras miúdo,
Entraste num mundo em festa,
Com uma lista gigantesca
De coisas, para fazermos,
Sem ideias, sem sabermos,
Porque lado começar.
Mas impunha-se avançar!
Portugal, estava abatido
Pelo que tinha perdido.
Havia uns, que corriam,
Outros que nada faziam.
Muitos passavam o tempo
Fazendo dele passatempo,
Enquanto outros, honestos,
Organizavam protestos
Contra a gula e a luxúria
De muitos, p'ra cuja incúria,
Não há justiça que valha.

Estamos cheios de gentalha!
Vais partir triste e deixar
Muita gente, a meditar,
Com perguntas sem resposta.
Eu faço-te uma proposta:
Diz ao teu filho, hoje à noite,
Que reze por um milagre,
P'ra que a guerra não deflagre.
Estamos cá para ajudá-lo.
Somos muitos a apoiá-lo!

Maria Letra
31-12-2009
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