De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

Outros blogues:
http://www.worldartfriends.com/pt/users/maria-letra
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/

domingo, 13 de dezembro de 2009

SÓ ENTRE A MULTIDÃO


Sinto-me confusa.
Sinto a solidão
De quem está perdida
Entre a multidão.
Sinto o peso horrível
Dum grande penedo
Em cima de mim ...
E tremo de medo.
Rostos sem expressão,
De dentes cerrados,
Oferecem-me tudo,
Mas nada darão
Pois, do que preciso,
Eles nunca terão.
São corações frios
Sem vida, a gelar ...,
Que nunca sentiram
A arte de amar.
E, em vez dum sorriso,
Ou palavra amiga,
Contam sua história,
Sem jeito, sem vida.
Morta de cansaço,
Sinto-me vencida,
Ausente, perdida.
Perdida a lutar,
Com tanta ternura,
Com tanto p’ra dar.

Maria Letra
Imagem da autoria de Miguel Letra
Enviar um comentário