De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MIL NOVECENTOS E OITENTA E TRÊS

Um cubo cinzento,
Corpos metidos lá dentro.
TVs, videos e cassettes,
Movem marionetes.
Bebe-se uma boas “pingas”
E mastigam-se “chewingas”.
Fala-se, mas nada se diz.
Em tudo mete-se o nariz.
É assim é que o “peixe” se vende ...
A gritar é que o povo se entende ...
Sugerem-se novas mudanças
No Governo. As crianças ...
Coitaditas! Como sofrem ...
Vêm-se aflitas.
São brinquedos, são cobaias,
Quer usem calças ou saias.
Dão provas de resistência
Com enorme paciência.
Que loucura! ...
É um mal que não tem cura,
Nem remédio ...
.............................
Surge o tédio,
O medo, a dor, o tormento.
O cubo não resistiu
E partiu. Tudo acabou!
A aparelhagem, estourou.
As vozes loucas, calaram
E as gargantas secaram.
Destruição completa
Naquele espaço,
Tão curto,
Tão escasso.
Nos olhos duma criança,
Uma lágrima descansa!


Maria Letra
Imagem da net

domingo, 13 de dezembro de 2009

CRUELDADE

                                                
Quadrados cinzentos.
Crianças despidas,
Descalças, sem côr,
Sem identidade.
No seu peito a dor.
Dor que nos transmitem
Dos seus olhos tristes,
Com que olhem o mundo,
Sem paz, sem amor.

Que viver cruel!...
Tanta gente inútil.
Qual o seu papel
Neste vil cenário?
Há muito o 'squeceram,
Ou nunca o souberam.
Tantos com brasão,
Mas sem coração.
Não há comentário!...Mas é co'a criança
Que se aprende a dar.
É flor que não cansa,
Que acalma, que amansa,
E não deixo de amar.



Maria Letra
Fotografia extraída da net