De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 25 de dezembro de 2010

EM DIREÇÃO AO FUTURO

Procuro
na tua passividade
e na tua incompreensão
do meu viver,
um bom senso, inexistente,
e a boa interpretação
deste meu querer.
Procuro,
com a linearidade
da minha conduta
e a determinação absoluta
do meu esforço,
que tu me escutes
e, finalmente, lutes
contra a direcção
que a humanidade
segue, levianamente.
Busco,
na limitação
da tua mente,
e da tua alma,
que me cansa,
a ressonância
clara e calma
do meu poema,
e da sua importância.
Ainda acredito
na reconstrução
desta vida,
não na ambiguidade
de certas soluções,
nem na utopia
de certas promessas.
Sigo em frente
duvidando de tudo
e de todos.
Suporto a caminhada
em direcção ao Futuro,
querendo acreditar nele,
mas não espero nada.
Pertenço a este mundo,
imundo,
com o corpo vivendo
mas o coração sofrendo.

Maria Letra
Porto, 22-06-1988
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