De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

UM PEDIDO AO PAI NATAL










Malandreco Pai Natal!
Todos os anos te peço
qualquer coisinha, barata,
e nada me dás. Porquê?
Teu desprezo faz-me mal!
Eu acho que não mereço,
tua forma, tão ingrata,
de quem finge que não vê.

Não me esqueças este ano.
Tu nunca lês meus pedidos.
Porque me tratas assim?
Também sou uma criança!
Também sou um ser humano!
Andam brinquedos perdidos
que podiam ser p’ra mim …

                                                     
 







                                                     





Anda lá, querido velhinho …
Dá um jeito este Natal.
Fico à espera duma prenda …,
duma boneca de trapos! 
Pode ser, meu amiguinho?
Nunca te fiz qualquer mal.
Deixas à porta da tenda,
que tem na frente, 6 catos.
Deixas lá, encostadinho,
um presente em cada um,
p’rós meus irmãos. São rapazes.










Nossos pais não querem nada.
São felizes, mesmo assim.
Mas … se tiveres, mais algum,
deixa p’ra eles! São capazes
de gostar…, p’rá consoada!
Anda lá, diz-me que SIM!


Maria Letra
12 de Dezembro de 2010
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