De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

DIREITO COMUM












Dispersam-se muitas ações
Entre as diversas nações.
Insultos, entre políticos,
Dão temas a muitos críticos
Que acabamos, sem saber,
Se devemos, ou não, ler.
Investe-se, loucamente,
Sem resultado aparente.
Portugal, por tanto débito,
Já não tem direito a crédito.
Mas muito Sr. Doutor,
Continua, sem pudor,
No faz de conta que faz,
Roubando, sem dar-nos paz.
E enquanto tudo isto
A que, revoltada, assisto ...

Tanta gentinha não come
E, vencida pela fome,
Acaba por sucumbir,
Sem poder fazer-se ouvir.
E nesta vida, confusa,
Há gente que se recusa
A abrir os olhos, por crer,
Que nada pode fazer.
Com mesas bem enfeitadas,
Barrigas "abarrotadas"
E um coração que não sente,
São chamadas "boa gente".

Tão cómoda posição,
Em tremenda situação,
Não é mais do que corrupta.
De certeza absoluta!
Outro cenário bem triste:
A bomba atómica existe
E, com tanto louco à solta,
Cheio de ira e revolta,
Temo muito pelo futuro,
Que antevejo muito duro.
Sabemos qual a resposta
A dar, a quem disto gosta.
E a culpa, sem excepção,
É daqueles cuja ambição,
Em excesso, quanto a mim,
Os cega tanto que, assim,
Esquecem direitos comuns
A todos, não só a alguns:
Respeitar, querer, saber
Amar a vida, VIVER!


Maria Letra
Londres, 28-03-1985
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