De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DECLÍNIO

Preciso de escrever,
Deixar que a minha mão
Ajude a minha mente,
Serenamente,
A dizer o que sente.
O meu coração, fiel,
Bate no meu peito,
Docemente.

Vivo cada instante,
Ouvindo apenas
O eco dos meus - Porquê?
Sou um alguém que caminha
Como se fosse um boneco,
Um robot,
Um qualquer coisa,
Que já perdeu sua vez.

Inspiração? Tenho, ainda!
Coragem? Sim, talvez,
De várias formas.
Quero continuar escrevendo,
Sem respeitar quaisquer normas.
A métrica não me diz nada,
O meu eu, no seu silêncio,
Cansado de obedecer,
Quer apenas uma coisa:
Continuar a viver. 

Maria Letra
Torino, Dezembro de 1998
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