De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

NESTE TEMPO QUE ME RESTA (para a ciranda da poetisa Ana Stoppa)

NESTE TEMPO QUE ME RESTA

Neste tempo que me resta
vou tirar da minha vida
tudo aquilo que não presta.
Do meu coração, cansado,
irei tentar apagar
as marcas do meu passado.

Tentarei reconhecer
onde está um falso amigo.
Quem não me ama a valer
não merece o meu amor,
não entra na minha casa,
nem goza do seu calor.

Quero um jardim plantar
numa casinha pequena
para onde irei morar.
As flores serão um hino
a estes anos que a vida
me deixar como destino

O espaço que eu irei ter
nessa casinha onde quero
continuar a viver,
é quanto basta p’ra mim.
Quando quiser mais espaço
Vou caminhar p’ró jardim.

Esta é a forma que sei
ter em mente para viver
neste tempo que terei,
mas continuarei a dar
tudo o que possa, de mim,
para os outros ajudar.

Não irei deixar a luta
contra certos desonestos
que, duma forma astuta,
nos deixaram na miséria,
tentando fazer-nos crer
que eram gente muito séria.

Maria Letra

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