De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RECORDAÇÕES ANACRÓNICAS




Misturam-se em minha alma,
recordações do passado
que me perturbam a calma.
Há um certo anacronismo
entre o que se diz de então,
e o que sinto ser presente.
Analiso situações,
gravadas na minha mente,
que giram aos trambolhões
entre os tempos. Oh se não!...
Há menos analfabetos
do que havia antigamente,
mas há mais “Chicos espertos”
a lixar a vida à gente.
Cultura acaba falida
se cada um que a tem
gira sempre a sua vida
p’ró lado que lhe convém.
É talvez mesmo por isso,
que agora há tanto agiota
pondo a vida em reboliço
de quem julga ser idiota.
E por muito que queiramos
um mundo mais-que-perfeito,
qualquer coisa que façamos,
não resulta! Não tem jeito!
Quando ouço o grugulejo
de certos “perús” famosos...,
ataca-me um só desejo:
desprezar os presunçosos
e procurar  na criança,
inspiração p’ra viver
alheia à podre abastança
de quem rouba p’ra enriquecer.

Maria Letra
27/12/2011

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