De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


20101221

UMA MENSAGEM DE AMOR


Façamos do Amor o nosso maior Aliado, para que o fim da guerra seja uma realidade.

Feliz Natal para Todos

Que cada palavra nossa passe uma mensagem de Amor,  para que se torne uma jóia a recordar toda a vida.

20101210

CONCEITOS DE RAPINA




CONCEITOS DE RAPINA

Estranho costume o daqueles
que fazem do “meu”, “seu”, também.
Sem respeito e sem pudor,
vão aumentando o que é “deles”,
da forma que lhes convém.
Para eles, sem excepções,
esta é a vida melhor
e, nesta luta de bens,
a ambição dos ladrões,
vai de mal a muito pior.

Há três tipos de rapina,
que o rapinador consome:
por cleptomania,
porque já nasceu sovina,
ou por estar cheio de fome.
Por doença, há que curá-la
com um método eficaz;
por ganância, há que vencê-la;
pela fome, há que matá-la,
porque senão..., não há Paz.

À mistura com rapina,
há mais formas de conduta,
que incomodam muita gente,
que se exalta e se amofina
fazendo-a partir p’rá luta
pois, nesta guerra, infernal,
há que pegar-lhe pela ponta,
começando pelo imbecil
que, indiferente à moral,
alimenta o “faz de conta”.

Com discursos de fachada,
sem nada a ver com o que sentem,
deixam muitos convencidos
que a razão, arquitectada,
está do lado dos que mentem.
Mas há outros, aos milhões,
que querem fazer um cerco
a esta corja de ladrões,
que cresce, dia após dia.
Daí, termos tanto esterco.

Maria Letra
08/08/2009 

20101207

VORREI

Vorrei che tu mi credessi
L'ideale di donna
E che la nostra corsa,
Troppo in fretta,
Non fosse una maratona.
Vorrei volare con te,
Senza una meta,
Senza una fine.
Vorrei che la nostra luna
Fosse sempre una bambina
E che i tuoi occhi
Fossero la luce
Nel buio in cui sono messa,
Per conoscere me stessa.
Vorrei che, nel mio darmi
Non ci fosse una frontiera
E che la mia conquista
Fosse la nostra bandiera.
Vorrei, vorrei tanto, tanto,
Che nel tuo grande cuore
Ci fossi anch'io,
Amore mio.

Maria Letra
Torino, Febbraio 1996

UM POEMA À MINHA 3.ª NETA

(Num dos seus aniversários)

Há quem te prefira Ana,
Outros gostam de Sofia.
Para mim, é indiferente.
Fazes parte d'alegria
Duma avó, muito vaidosa
Dos netinhos que ela tem
E que, também, está contente
Dum brilho, que me faz bem,
Nesse teu olhar profundo,
Que ainda não percebi
Se é porque amas o Mundo,
Ou porque nasceste assim.
Eu espero, agora, querida,
Que Deus abençoe o dia
Em que tu vieste à Terra.
Parabéns, Ana Sofia!

Maria Letra

20101202

UM POEMA À MINHA 6.ª NETA

SOU ASSIM:

Me desperto.
Reclamo.
Ora grito,
Ora amo.
Me levanto,
Me arranjo,
Sou diabinho,
Sou anjo.
Ora brinco,
Ora abraço.
Ora deixo,
Ora maço.
Quando como,
Me engasgo,
Mas não morro
De pasmo.
Sei amar
Quem me ama
E me deita
Na cama.

Tudo isto
É a Bea,
Para quem
Não sabia.
Um amor
De menina,
Uma boneca,
Um ió-ió,
A loucura
Da Avó.


Maria Letra
V.N.G., 30-06-2004

UM POEMA À MINHA 4.ª NETA


És um diadema,
Uma fresca flor
E um belo poema,
Num livro de amor.
És o mel que cura
Minh'alma ferida.
És a imagem pura,
Do que é bom na vida.

Deixa-me sonhar
Ter-te junto a mim,
Quando tu não estás.
Deixa-me curar
Todo o mal, assim,
Co'amor que me dás.

És água serena
Num lago que dorme.
És gota pequena
Numa fonte enorme.
És a realidade
Dum sonho que vivo,
E dá felicidade.
Amo estar contigo!

 Maria Letra
Londres, 25-01-2001

A NATUREZA E NÓS



A Natureza, esse Bem
que devemos venerar,
criou todo o Universo
e a linda arte de amar.
É, portanto, nossa Mãe.
Mas algo muito preverso,
sem corpo, nem coração,
fez nascer, também, o Mal
que dói, aniquila, mata
duma maneira brutal,
sem nenhuma compaixão.
Sabemos a forma exacta
como dar provas de amor
à nossa Mãe, tão querida,
mas há muito desgraçado,
- desligado do que é vida -
que é, do Mal, seu condutor.
Nunca ouvido, nunca amado,
talvez por ter muito disso
ignora tudo e todos
e rema contra a maré,
dos mais variados modos,
com força que não cobiço.
Com o mundo neste pé,
de diferenças contrastantes,
só nos resta incentivar
os bons, a serem melhores,
e lutas incrementar,
com atitudes constantes,
p´ra evitar dias piores ...

Se respeitas tua Mãe,
por que não a Natureza?
Ela castiga-nos bem!
Disso temos a certeza
em cada dia que corre,
em cada vida que morre.

Maria Letra
2009-03-22

REENCONTRO

REENCONTRO
Em minha mão, tremendo,
seguro o meu talismã.
A noite é longa.
Escrevendo,
vejo surgir a manhã.
Que me reserva o futuro?
Nesta teimosa amargura,
não consigo imaginar-te.
Vejo alguém que não conheço,
de expressão dura.
Em silêncio, destruído,
aproximas-te de mim.
Desvio o meu pensamento,
de procurar-te, cansado.
Quero ver-te e não suporto
enfrentar esse momento.
Sinto o meu corpo gelado.
O dia... passa veloz.
A noite... vem sem esperar.
Surges à porta. Com medo
e um desespero atroz
evito, em vão, teu olhar.
Misturam-se sentimentos,
não entendo os meus tormentos.
Não quero ter compaixão.
Recordo-te, novamente,
como eras. De repente,
o meu corpo de mulher adormeceu.
Beijas-me e dás-me uma flor.
No teu espírito, faminto,
busco o lugar que era meu.
Encontro-o. Faço esforços
para esquecer o passado.
Não consigo dizer não.
Sei que tu sentes remorsos,
por isso, tens meu perdão,
mas meu corpo está cansado.
O teu silêncio me fala.
Sei o que sentes, amor.
A minha boca se cala.
Afogo no sono a dor.
Maria Letr@