De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

ESCRAVATURA

 ESCRAVATURA

Desde primórdios da vida
que há gente a usar os outros
como sua propriedade.
Quanta pessoa agredida
no mais fundo do seu ser!
Quanta brutalidade!
Para fazer as pirâmides,
- de difícil construção –
o Egito recorreu,
pela primeira vez, então,
ao uso da escravatura,
e foi assim que nasceu
essa mão-de-obra forçada.
Tentativas de evasão
havia, de lés-a-lés.
Os Hebreus, subjugados,
Fugiram durante “O Exodo”,
Ajudados por Moisés.
Mil sete e sessenta e um,
data em que um grande estadista
acabou, em Portugal,
com essa vergonha infame.
Sebastião se chamava,
nobre Marquês de Pombal.
No entanto, o meu país,
estendia-se por colónias …,
e aí …, tudo na mesma,
por mais cento e oito anos!
Até que acabou de vez.
Contudo, tal como a lesma,
sorrateirinha e rasteira,
deixou rasto em muito lado,
e, duma forma moderna,
instalou-se forte e feia
em muitos campos de acção,
por culpa de quem governa.
Na mulher, na Esposa e Mãe,
em Filhas e mais Irmãs.
Na exploração sexual …
Até no tráfico de órgãos!
Vejam só que vil loucura!
Mas o mal maior que temos,
É o uso da Criança.
A UNICEF se esforça
para acabar com o abuso,
mas a ganância é tão grande,
neste mundo tão cruel,
neste mundo tão confuso,
que nem os direitos valem.
E, num modo camuflado,
que a muitos pode escapar,
a escravatura permanece,
com revoltantes manobras,
dos que querem escravizar.

Maria Letra
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