De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


domingo, 4 de dezembro de 2011

NESTE TEMPO QUE ME RESTA (para a ciranda da poetisa Ana Stoppa)

NESTE TEMPO QUE ME RESTA
 
Neste tempo que me resta
vou tirar da minha vida
tudo aquilo que não presta.
Do meu coração, cansado,
irei tentar apagar
as marcas do meu passado.
 
Tentarei reconhecer
onde está um falso amigo.
Quem não me ama a valer
não merece o meu amor,
não entra na minha casa,
nem goza do seu calor.
 
Quero um jardim plantar
nesta casinha pequena
para onde irei morar.
As flores serão um hino
a estes anos que a vida
me atribuir por destino.
 
O espaço que eu irei ter
nessa casinha onde quero
continuar a viver,
é quanto basta p’ra mim.
Quando quiser mais espaço
vou passear p’ró jardim.
 
Esta é a forma que sei
ter em mente p’ra viver
neste tempo que terei,
mas continuarei a dar
tudo o que possa, de mim,
para os outros ajudar.
 
Não irei deixar a luta
contra certos desonestos
que, duma maneira astuta,
nos deixaram na miséria
tentando fazer-nos crer
que eram gente muito séria.

Maria Letr@




4 comentários:

chica disse...

Muito linda,Maria! Fazia tempo não te via! beijos,linda semana!chica

Ives disse...

Olá "Precisamos apenas, de pessoas que nos amam por perto" abraços

BIA disse...

Olá Maria!!!

Um belo poema!!! Todos deveriam aplicar em suas vidas estas palavras independente de tempo ou idade, mas é sabedoria em qualquer fase da vida.
Boa semana!!!
Bjs
Bia:)

Maria Letra disse...

Obrigada, meus queridos amigos. Voltei, depois dum longo período sem escrever. Após a publicação do meu livro, quis não 'atropelar-me'no tempo, porque tenho andado demasiado em viagem e pouco descanso.
Beijinhos, Chica, Ives e Bia. Tudo de bom para os três.