De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


sábado, 1 de setembro de 2012

AÍ ONDE QUER QUE ESTEJAS


Amor, eu sei que me escutas
onde quer que agora estejas
em descanso.
Conhecerás minhas lutas,
mas eu quero que tu vejas
quanto canso
de remar contra a maré
neste mundo de loucura
e de guerra.
Somos um povo de fé
que vive sob tortura
nesta Terra.
Eu já não choro por ti,
porque estarás bem melhor,
por aí,
do que eu estou por aqui.
Choro pela indiferença
de quem perdeu o respeito
pela Vida
e é cruel, de tal jeito,
que a sentimos perdida.
Cada um que se defenda.
Não importa quem faz mal
a outro alguém.
O resultado, se entenda,
acaba por ser fatal.
Que crueldade tremenda!

Maria Letra
2012-09-01
Fotografia de Rui Videira


2 comentários:

Unknown disse...

Mizita, boa noite!
Neste belo poema, um desabafo talvez escrito a olhar o céu... Adorei!

Beijinho,
Ana Martins

Maria Letra disse...

Obrigada, Ana!
Um céu para onde muitos olharão mas que, certamente, nunca verão o que mais gostariam de ver... Mas temos a compensação de podermos olhar para quem está connosco e que nos preenche os dias de forma a tirarmos partido de estarmos vivos, minha amiga. Um bom domingo!
Beijinhos.