De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FUI PERSEVERANTE...


... e insisti mantendo atitudes minhas.
Lutei contra heranças vis, daninhas...,
e algo aconteceu neste meu ego
devolvendo-me, em força, um amor cego,
uma vontade férrea de rasgar os danos
que carregava, teimosa, há tantos anos.
Eles motivaram um enorme tédio
que parecia não haver remédio
que o matasse, que o excluisse
da minha vida. Seria uma tolice
continuar a viver, penando
por males passados, quando...
... se impunha uma mudança
que repusesse a esperança
de voltar a viver com vida...,
e não com uma morte adquirida.
Amarrada a um teimoso apego,
a um passado de dor e medo,
acabei por cegar, não vendo
o mal que me estava fazendo
não viver. E, finalmente, decidi,
dar luz à razão por que estarei aqui.
Não serei mais o fardo que arreei.
Agora sim, eu regressei à Vida!
Voltei a ser cigana destemida.

Maria Letra
2015-01-20
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