De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

ETERNO TANGO


Deixa-me ser Primavera
no Outono que em ti caiu.
Deixa-me ser a chama
que crepita na fera
que ainda não sucumbiu,
no teu corpo.
Não quero acreditar
que o que sentias por mim está morto.
Foste rei nos meus sonhos,
na minha paixão,
e no tanto que faz palpitar,
ainda, o meu coração.
Deixa que baile contigo.
Minha alma grita
por aquele Amor
tão vivo, outrora,
mas que não sinto, agora.
Deixa-me dar-me a ti.
Deixa-me recordar
o belo sonho que vivi.
E..., se algo em ti mudou,
deixa-me continuar a amar
o que de bom, ficou.

Maria Letra
2014-05-29

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