De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

UMA QUESTÃO DE FÉ



Gostava que me aceitassem
como sou. Com as minhas crenças,
e que nunca mal julgassem
todas as minhas diferenças.
Cada um, é como é,
quando se trata de Fé.

A minha, é limitada,
neste espaço  onde me movo,
ao muito que vem do nada
e dá vida a todo um povo.
Eu creio na Natureza,
tão bela quanto indefesa.

É que, num dado momento,
inventa-se outro cenário
e o nosso convencimento
fica virado ao contrário.
Sigo apenas um Senhor
a que chamamos: AMOR.

De resto, tudo é incerto
nesta vida que vivemos
pensando que o que está certo
é tudo aquilo em que cremos.
Por isto mesmo eu respeito
quem respeita este meu jeito.

Vejam-me como um jardim
que acolhe qualquer flor.
O coração que há em mim
só conhece a Fé no AMOR.
Só nessa vou caminhando,
as outras, vou respeitando.


Maria Letra
23/10/2010
Fotografia de: RUI VIDEIRA
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