De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

FLÁVIA VIVENDO EM COMA

Dado que tudo o que faço tem sempre uma lista de urgências à espera que as execute, eu quero confessar aqui o meu "só aparente" alheamento a casos como aquele que refiro neste pequeno texto, o de Flávia. Visito poucos blogues, exactamente por falta de tempo e, daí  falhar na atenção que devia prestar, sobretudo, a causas que "bradam aos céus".

Gostaria, portanto, de prestar aqui uma homenagem a Odele, Mãe de Flávia, pela sua coragem incomensurável - como é de prever em qualquer Mãe que vive um drama - já que Flávia, infelizmente, se encontra em coma irreversível (?) há 12 anos, não se apercebendo das lutas travadas à sua volta, pela família.

Sempre que o drama acontece
A quem é jovem e puro,
Nossa vida vira inferno,
A nossa alma entristece
E o dia-a-dia é tão duro,
Que nem um abraço terno,
De quem vive o nosso drama,
Traz a esperança que buscamos.

Ver alguém inconsciente,
Condenado a estar na cama,
Abafa a fé. Sufocamos
Uma prece impertinente,
Deixamos de acreditar.
Mas amiga, podes crer
Que, nesta vida de dor,
Tudo poderás esperar,
Quando num drama a vencer,
Grita mais alto o Amor.

Um abraço muito apertado à Odele, mesmo que isso não ajude. Certamente que tudo o que faz pela filha inclui, também, a esperança numa recuperação, possível (!), da consciência de Flávia. Quem falou de irreversível deverá recordar a si mesmo que nem sempre tem sido assim! Mas, se tal não viesse/vier a acontecer, teríamos/teremos de aceitar como a sua forma de ter vivido o seu tempo. Como detesto acabar assim o meu texto, a despeito do meu desejar/esperar uma recuperação inesperada!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A UMA AMIGA ESPECIAL

Hoje gostaria de dedicar este texto a uma grande amiga, a Milai, também conhecida por  Mara.

Esta minha atitude tem uma justificação muito aceitável, para além da que confere a esta senhora o estatuto de minha grande amiga, com uma autênticidade de sentimentos cada vez menos comum.

Em toda e qualquer tarefa em que se veja envolvida, por vontade própria ou por compromisso assumido, a Milai dedica-se a ela de alma e coração e nem nos momentos em que as suas forças se esgotam, ela deixa de ser aquele ser humano que põe amor em tudo o que a rodeia, seja na re-organização do seu lar, nos quadros que pinta, nas pantufinhas que tricota ou nos seus escritos, de grande naturalidade. Entre ela e a Natureza existe um "tu cá tu lá" cheio de dedicação e muito respeito. O mais simples poema ou texto, têm uma grande carga de feminilidade que agrada e transmite serenidade. Diria, ainda, que esta serenidade brota sem a mais leve ponta de falsidade, tal como os seus gestos de carinho para com os outros.

Mas porquê este texto agora? Por um motivo único: é que durante este recente período em que estive doente, umas 'longuíssimas' 4 ou 5 semanas, era com ela que eu conversava, telefonicamente, todos os dias, por vezes mais do que uma vez. Eu sei que isto poderá parecer de pouca importância, mas não para mim. Muitas vezes ela nem sequer soube quão doente eu me sentia, mas eu não prescindia daqueles momentos de contacto. É que a Milai transmitia-me muita paz, muita confiança e muito carinho e, dado que eu estava a ficar bastante depauperada e quase sem resistências, conversar com ela fez parte dum conjunto bom a que tive de recorrer para não entrar naquela fase do "já não vale a pena", comum a quem, como eu, não sentia melhoras.

Agora, que tudo passou e eu estou, de novo, "operacional", gostaria de agradecer-lhe e deixar aqui esta prova de reconhecimento profundo. É que tu, minha amiga, nem te apercebeste, completamente, do quanto eu estive mal. OBRIGADA, MILAI,  MUITO OBRIGADA!!! Foste de grande ajuda e, embora esperando tu nunca passes pelo mesmo, estarei contigo SEMPRE, se de mim necessitares, para suavizar a tua dor, seja ela de que dimensão fôr. Mas isso NUNCA acontecerá, tenho essa grande esperança.

Um enorme abraço.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

CRISE EXISTENCIAL DO PAI NATAL

Este ano, aquele Pai Natal, famoso por ser gordinho,
Corado, bonacheirão e muito rechonchudinho,
Entrou pela chaminé, num estado de fazer dó.
De barringuinha encolhida, não conseguiu descer só
E eu, que não acredito, em Pais Natal, vi, então,
Que se impunha ir ajudá-lo, senão caía no chão.
Trazia dentro do saco, promessas, muitas promessas.
Estava muito cabisbaixo. Sabia que nas cabeças
De meio mundo, a sofrer, por tanta leviandade,
A que ele estava a assistir, na sua já longa idade,
Havia gente que ainda, esperava, apesar de tudo,
Que ele trouxesse no seu saco, algum presente graúdo.
Perguntei-lhe. Porque sofres e estás tão magrito assim?
Respondeu-me: Porque tenho o meu reinado no fim.
Dantes, todos me esperavam o ano inteiro, pacientes,
Agora, que eu já estou pobre e tenho poucos presentes,
Ninguém quer saber de mim e já dizem que o Natal
Não tem Pai, nem nunca teve. Estou lixadinho, estou mal!
Eu não tive alternativa. Puxei o peito p'ra fora,
Dei-lhe o braço, ternamente e fomos dali embora
Conscientes, muito calmos, procurar um novo mundo,
Sem esta vil confusão e preconceitos de fundo,
Onde a Paz seja perfeita e este doce Pai Natal,
Viva só para a criança, rara Jóia Universal!

glittersMaria Letra
Recados, Fotos, Imagens at ImagensPorFavor.com

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

HAJA ESPERANÇA EM PORTUGAL

Acordei cheia de Esperança
Que tudo irá melhorar.
Estou com muita confiança
Na ajuda que me irão dar.
                                            Juntos seremos a força,
                                            Que Portugal reclama.        
                                            Venha gente que se esforça,
                                            Toca a levantar da cama!
Eu já estou aqui desperta.
Porque esperam?  Podem vir?
Se começam a dormir,
Não iremos progredir.
                                             Vamos lá, toca a acordar,
                                             Há que estar 'atento ao lobo'.
                                             Há muita gente a tramar,
                                             O bem-estar do nosso povo.
Confio em vós, meus amigos,
Sempre o fiz e, como tal,
Demos luta aos inimigos,
Desse lindo Portugal.
Kathys comments
Maria Letra