De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A UMA AMIGA ESPECIAL

Hoje gostaria de dedicar este texto a uma grande amiga, a Milai, também conhecida por  Mara.

Esta minha atitude tem uma justificação muito aceitável, para além da que confere a esta senhora o estatuto de minha grande amiga, com uma autênticidade de sentimentos cada vez menos comum.

Em toda e qualquer tarefa em que se veja envolvida, por vontade própria ou por compromisso assumido, a Milai dedica-se a ela de alma e coração e nem nos momentos em que as suas forças se esgotam, ela deixa de ser aquele ser humano que põe amor em tudo o que a rodeia, seja na re-organização do seu lar, nos quadros que pinta, nas pantufinhas que tricota ou nos seus escritos, de grande naturalidade. Entre ela e a Natureza existe um "tu cá tu lá" cheio de dedicação e muito respeito. O mais simples poema ou texto, têm uma grande carga de feminilidade que agrada e transmite serenidade. Diria, ainda, que esta serenidade brota sem a mais leve ponta de falsidade, tal como os seus gestos de carinho para com os outros.

Mas porquê este texto agora? Por um motivo único: é que durante este recente período em que estive doente, umas 'longuíssimas' 4 ou 5 semanas, era com ela que eu conversava, telefonicamente, todos os dias, por vezes mais do que uma vez. Eu sei que isto poderá parecer de pouca importância, mas não para mim. Muitas vezes ela nem sequer soube quão doente eu me sentia, mas eu não prescindia daqueles momentos de contacto. É que a Milai transmitia-me muita paz, muita confiança e muito carinho e, dado que eu estava a ficar bastante depauperada e quase sem resistências, conversar com ela fez parte dum conjunto bom a que tive de recorrer para não entrar naquela fase do "já não vale a pena", comum a quem, como eu, não sentia melhoras.

Agora, que tudo passou e eu estou, de novo, "operacional", gostaria de agradecer-lhe e deixar aqui esta prova de reconhecimento profundo. É que tu, minha amiga, nem te apercebeste, completamente, do quanto eu estive mal. OBRIGADA, MILAI,  MUITO OBRIGADA!!! Foste de grande ajuda e, embora esperando tu nunca passes pelo mesmo, estarei contigo SEMPRE, se de mim necessitares, para suavizar a tua dor, seja ela de que dimensão fôr. Mas isso NUNCA acontecerá, tenho essa grande esperança.

Um enorme abraço.
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