De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


quinta-feira, 6 de maio de 2021

QUERIA SER POMBA COM ASAS DE ESTANHO

 Se eu estivesse vivendo com a alma em Paz

seria glória e - quem sabe! - capaz
de poder transformar cada pena que eu tenho  
numa pomba branquinha com asas de estanho.

Voaria sem medo, e segura de mim.
 Nada temeria! Nem o meu próprio fim. 
Mas eu sou tumulto, espalho lava pela Terra
numa luta permanente pelo fim da guerra.

Revolta-me saber que há crianças a morrer.

Representam a esperança a perecer
num quadro cruel, tremendamente imoral.
 
Revejam-se as regras impostas, caducas,
ditadas por quem, de mentes cutucas,
não distingue a diferença entre o Bem e o Mal.

Maria Letr@

 

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