De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

SATUREI-ME!


Saturei-me das notícias
da TV e dos jornais.
Saturei-me de injustiças,
na vida ..., e nos tribunais.
Não posso mais com o clima
de verdades mentirosas
que pairam no ar, por cima
deste falso mar de rosas.
Saturei-me da política
e daqueles que a defendem.
Não suporto mais a crítica.
São muitos aqueles que mentem.
Saturei-me da conversa
que muita gentalha tem,
p’ra duma forma perversa
roubar o espaço de alguém.
Saturei-me dos “doutores”
que, lá porque o são,
nunca os veremos traidores
da sua própria nação.
Saturei-me da ganância
e da ausência de pudor.
Já não suporto a distância
que vai do ódio ao Amor.
Estou farta da inconsciência,
e da falta de civismo,
que conduz à indecência
do mais feroz egoísmo.
Há muitos falsos católicos 
e pretensos moralistas,
bom como seres diabólicos
com atitudes racistas.
Saturei-me da assistência
que se presta a quem adoece
e vive na dependência.
Em vez da curar, padece.
Sim! Eu saturei-me de tudo
menos duma coisa, apenas:
do que faço por Amor!
Mas meus irmãos, não me iludo,
até ele perdeu a côr.

Maria Letra

2012-06-01

4 comentários:

Ives disse...

Olá, Como é bom saber que existem pessoas realemnte saturadas, compartilho o mesmo sentimento! abraços

Maria Letra disse...

Obrigada, Ives. Este meu poema traduz, com a máxima fidelidade, o que sinto.
Um abraço.

Adelaide disse...

Parabéns por palavras ditas na hora certa! Como concordo!
Abraço muito amigo.

Maria Letra disse...

Minha querida amiga, que tenho sentido tanto a falta duns bate-papo contigo. Quando te telefonar dir-te-ei porque ando tão caladita. Por agora, obrigada pela visita e um grande beijinho. Saberás que gosto MUITO de ti, não?