De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

CRESCEU À DERIVA ...


Deram-lhe a vida dois seres.
Era amado pelos dois.
Tinha tudo o que queria
mas aconteceu, depois,
que as coisas entre os seus pais,
giraram bem ao contrário
e, os dois, não foram mais
um par que o protegia.
Foi crescendo nesta falha,
muito livre, muito ao calha.
Sem segurança, a sofrer,
apoiou-se em maus amigos,
em busca não sei de quê.
Partilhava o dia-a-dia,
como alguém que nada vê.
Queria compensar a falta
duma resposta a um por quê.
Foi próprio com essa malta
que conviveu muito tempo,
não pensando que, mais tarde,
a factura do mal feito,
iria ter de pagar
sem perdão, de qualquer jeito.
Sua má vida foi fado.
Como um barco que abalroa
num mar de males infestado,
viveu sua vida à toa.
Dos seus erros se condena
e compreendo porquê
tanto sofrer, em pequeno.
Ele hoje sabe o que quer!
Escolheu alguém p’ra viver
consigo, uma vida inteira.
É feliz! Não está mais só.
Recordar o seu passado,
põe-lhe na garganta um nó.

Maria Letra
2011-07-07

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