De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SE EU FOSSE UMA ESTRELA

Se eu fosse uma estrela,
seria mais uma, entre muitas.
Como sempre, seria aquela,
de presenças fortuitas,
que ninguém vê ou sente,
quando deveria estar presente.
Se eu fosse uma estrela,
estaria num canto qualquer,
deste Universo sem fim.
Mas sou, apenas, Mulher.
Um alguém que não vive,
que não está, não convive,
mas gosta, contudo,
de ser desejada, querida,
por todos aqueles que ama,
que não a teem, esquecida.
O meu silêncio não mente,
Sobretudo, no Presente.

Não sei porque nasci assim.
Não sei porque há tristeza em mim.

Maria Letra
Porto, 24 de Março de 2003


3 comentários:

Tite disse...

Então esta tua amiga estará agora a brilhar no sítio onde tanta falta fazia para irradiar luz para nós.

É assim que lhe atribuo a importância que ela não se dava.

Estou a adorar o teu regresso amiguinha.

Beijossss

Maria Letra disse...

Espero bem que sim, minha querida Tite. Talvez não devesse ter postado este poema, marcando o meu regresso, mas calhou assim, quando buscava um poema para regressar.
Obrigada, Tite, pelo teu comentário. Quero continuar agora, que um certo mau-estar e revolta por nem sempre lidarmos com pessoas correctas, ficaram em mim.
Os verdadeiros amigos não têm culpa e esses merecem tudo o que possa dar de mim, com ou sem valor.
Beijinhos.

Adelaide disse...

O facto de postares o poema sobre sobre a tua amiga, foi a maneira de Ela ver que te lembraste dela e isso fê-la feliz.

Beijinhos