De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.


20110316

SER POETA


SER POETA
Ser poeta é ser louco
de amor por um pouco
de sonhos, magias
e mil fantasias.
Ser poeta é sonhar
acordado. É criar.
Com versos ele fala,
ele canta, ele embala.
No mistério se esconde,
se alimenta e responde
à nossa procura
de alento e de cura.
Ser poeta é ter medos,
cantar mil segredos,
mil dores, mil tormentos,
em tristes momentos.
É esconder a verdade,
é Amor, é Saudade!
É expressar o que sente...
mesmo quando mente.
É
ser nada e ser tudo.É cobrir com veludo
a dor que carrega
e que em versos nos lega.
Ser poeta é sentir
- mesmo que a dormir -
para além da pele,
a dor que é só dele.
Balouça na rima,
se embala, se anima.
Naquilo que escreve,
o poeta se atreve
a contar loucuras,
História, culturas.
São versos que lemos,
e neles nos revemos.
Pinta, sem pincel,
um quadro, um painel,
em forma de versos,
sobre temas diversos.
Na sua alma inquieta,
reside o poeta!
Maria Letra

20110315

O REINADO DOS PAPÕES


Andam à solta papões!
Não se trata de miragem.
Eles não se chamam ladrões,
mas fazem o que eles fazem.

Comem muito, comem tudo,
fazem dos outros capachos!
E o que temem, sobretudo?
Que lhes roubem os seus tachos!

O papão mais manhosinho,
tem ar de muito matreiro
prosseguindo no seu caminho,
a tramar o país inteiro.

Há uns que roubam,  por fome;
outros, por ganância atroz.
Neste roubar  que consome,
quem se lixa? Somos nós!

Os que, por fome, roubaram,
são metidos nas prisões,
enquanto  os papões não param,
de comprar grandes mansões.

E neste deixar roubar,
de que todos nos culpamos,
nós não estamos a cuidar
da estrada em que caminhamos.

De filhos viramos pais;
de pais viramos avós;
de avós viramos culpados
dos erros de todos nós.

E neste “deixar andar”,
em que os papões, são vedetas,
estamos todos a deixar,
os nossos filhos pobretas.
           
Sem sabermos como e quando,
este roubar começou,
eles tomaram o comando,
e a nossa vida... piorou.

Maria Letra
2011-03-15

20110303

MULHER, VOCÊ É DIVINA!











Mulher …,                                           
Você não é Mulher, apenas.
Você é graça, é arte, é beleza.
É o branco alvo de lindas açucenas.
É o melhor fruto que deu a Natureza.

Mulher …,
Você nasceu com a grande missão,
de dar vidas à vida, parindo na dor,
amando com garra, criando emoção
e dando lições de força e de amor.

Mulher …,
Você espalha luz, em noites escuras,
em almas sofridas carentes de beijos,
sem pena de si, passando-lhe agruras,
saciando corpos, matando desejos.

Mulher …,
Você abre estradas e remove escombros.
Distribui coragem, com ar de menina,
carregando a vida em cima dos ombros.
Mulher …, Você é Divina!

Maria Letra
(Minha participação em Ciranda, para a poetisa Dra. Ana Stoppa)
Imagem Stockvault.net

20110301

ENOUGH ..., IS ENOUGH!

We don't need any more bluff!
In this world so rough and tough!
We are full of the fake good,
The moralists, the lots of "should".
We beg trust in our generation,
Full of love and good imagination.
We only need some more conditions,
To bring life to our big ambitions.
Don't pretend to change what we are,
Even when you find us bizarre.
We don´t need any more bluff.
Enough is enough!

Let's burn the stress,
'cause the world is in a mess.
Everybody, let´s sing,
Play guitar and swing.
Forget the world for now.
Let´s dance, scream, wow!!!
This is good, my friend,
Rather nice, rather trend!
And if you are not there ...,
Try other thing, anywhere,
But be happy, give it a try.
Life deserves our great joy
For everything it does.
And while the adults buzz,
We sing, play and dance.
We have no other chance!

Enough is enough!
The world is full of bluff!
We all miss good advices
From adults, with no vices.
If you know where they are,
Bring them here with a guitar
And we, together, start to play
And share the joy of a happy day.
Come outside, bring your friends,
The good ones, with no pretends,
Disturbing pride, or dull bluff.
Enough is enough!

Maria Letra
11-06-2010