De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 25 de abril de 2015

CRAVOS SEM COR



Não é a cor que te diz
por que me escolheste a mim...
Aquilo que, um dia, fiz,
laranja, branco ou carmim...
foi festejar liberdade,
e nunca adversidade.


E..., finalmente, o que resta
dessa ambição que existia?
Um regime que não presta!
Pouco pão, muita alergia!|
Gentinha que só de vê-los
sinto arrepios nos cabelos...

Era uma vez... ditadura!
E agora? O que é que há?
Estão abrindo a sepultura
a muitos de nós! Vá lá...,
acordem! Estão-nos tramando
e nós...., sempre escorregando...

Escolham homens, não partidos.
Não à cor, sim ao programa,
senão..., seremos traídos!
Votem em gente com fama
de ter sempre, enfim, primado
por ser alguém bem formado.

Ergo os meus cravos, sem cor,
por um Portugal melhor!

Maria Letra
2015-04-25

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