De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 29 de abril de 2012

ALIMENTO... QUE TORMENTO!

ALIMENTO... QUE TORMENTO!

Hoje vou aqui escrever
sobre uma preocupação,
que está na minha cabeça:
quero passar a comer
aquilo que me apeteça!
Vem um diz, dum alimento,
que é muito bom p’rá saúde,
mas passado um tempo, alguém,
diz-nos, com conhecimento,
que afinal, não nos faz bem!

Estou farta desta incerteza,
do que era e já não é,
do que é, que antes não era.
Desisto, na incerteza.
Tudo isto me exaspera.
Passarei a respeitar
a vontade que sentir
disto, ou daquilo, comer.
Afinal, se bem pensar...
todos temos que morrer.

Se bem que ... melhor pensando...
se me dá uma camoeca,
e dou aos outros trabalho...
poderei ficar penando
e, por isso, me baralho.
Pode tornar-se um sarilho!
Passo a vida a confrontar-me
com coisas incompatíveis,
em tabelas que hoje empilho,
porque sei serem falíveis.

Se houver alguém que me diga,
com segurança credível,
o que faz bem à saúde,
sem vir-me com a cantiga
que depende da atitude
perante cada alimento...
eu mando-a dar uma curva.
Comigo... não funciona.
Continuo sempre magra
por muita coisa que coma...

Maria Letra
29/04/2012
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