De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 3 de julho de 2010

SAUDADE


Saudade é dor que se sente,
Saudade é uma dor ingrata.
É uma ausência, presente,
É uma presença que mata.
Saudade de quem partiu,
De quem não está, que não volta.
Saudade é f’rida que abriu,
É um mau-estar que revolta.
É negra a côr da saudade,
Negra sem réstea de luz,
Sem pena, sem piedade,
Põe-nos ao peito uma cruz.
A Saudade não se cura,
Enquanto presença fôr.
A minha saudade é dura,
Há muitos anos, amor.

Londres, 03-07-2010
Maria Letra
Imagem da net