De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 31 de março de 2012

MAR PAIXÃO

MAR PAIXÃO

Mar extenso, mar profundo,
tu és seis vezes maior
que o feldspato,
e enches de luto o mundo
quando sem pena, sem dor,
mais parecendo um vil reato,
tu investes sobre a Terra,
levando na tua frente
tantas vidas.
Com violência que aterra
- porque a morte to consente –
deixas no mundo, feridas,
famílias que em vão procuram
aqueles que tu engoliste
sem piedade,
cavando males que torturam
porque, os que não destruiste,
vemos morrer de saudade.
Mas tu és vida também.
Continuas a espalhar
sedes de ti, mil paixões,
prazeres que nos fazem bem.
Tu nos provocas, ó mar,
um mundo de sensações.
Presente na nossa História,
em tudo o que é descoberta
de outras raças que temos,
tu estás na nossa memória
em cada feito que lemos.


Maria Letra
04/03/2012
Fotografia de: Lúcia Neto

2 comentários:

Ana Martins disse...

Mizita, minha boa amiga!
O mar, é sem dúvida a fonte de inspiração contínua dos poetas. Neste belíssimo poema, evoca o mar, em três pontos muito importantes: O mar como co-responsável de tantos feitos heróicos que reza a nossa história, o mar como fonte de inspiração, e por ultimo, o mar, impiedoso e cruel que tantas vidas ceifa e, muitas outras deixa prostradas por terra sem que as suas lágrimas voltem a secar.
Mas, nem por isso o mar deixa de nos encantar!

Parabéns Mizita, um poema soberbo que muito me tocou!

Beijinho,
Ana Martins

Maria Letra disse...

Boa noite, querida Ana e obrigada pela visita e pelo seu comentário. Li a sua msg e corri aqui antes de responder-lhe. Eu não estive em casa hoje e, portanto, só passei os olhos pelo computador durante uns poucos minutos, em casa da minha filha. Peço desculpa.
Bjnhs.