De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 24 de março de 2012

FOME OU MISÉRIA?

Nas tuas mãos rugosas,
calejadas,
vejo mil sonhos por realizar,
mil promessas amorosas,
impensadas,
mil tormentos enfadonhos,
a magoar.

Um quadro sem vida
e sem cor,
e uma vontade teimosa,
insaciável,
de não te dares por vencida
nessa dor cuja causa,
vergonhosa,
é intragável.

Gostarias de ultrapassar
 algo que te morde,
te remorde,
te consome cada artéria,
a que muitos chamam Fome,
outros dizem ser Miséria!

Maria Letra
24/03/2012

3 comentários:

Ives disse...

Nossa, lindo Srta, uma luta que as vezes não temos noção! abraços

Adelaide disse...

Mais um poema que, apesar de tão belo, me deixa tão triste! Umas mãos assim, tão evidentes de miséria e fome, puxam as minhas lágrimas que escorrem em catadupa pela minha face !!!

Maria Letra disse...

Um obrigada enorme, amigos.
Um abraço.