De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 27 de outubro de 2018

VIVES EM MIM!





Jazem em mim amordaçadas esperanças
gélidas, sem cor. Passaram a lembranças
no dia em que partiste, feito orgulho,
mas é nelas que, por vezes, eu mergulho.

Eu sei que é doentia esta recordação
dum passado tanto vida quanto solidão...
Sobrepõe-se a tudo quanto me corrói,
um grande Amor que o tempo não destrói.


Eu sei que a minha frágil resistência
já pouco poderá, em realidade,
contra o desgaste recôndito da idade.

Mas prefiro abraçar-me à tua ausência
do que anular em mim todo um passado!
Não estás... mas imagino-te ao meu lado.

Maria Letr@

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