De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CERCO AOS MARRETAS


CERCO AOS MARRETAS

Cansaram-me esperanças
sem resposta.
Cansaram-me promessas,
tantas…, tantas…
Quantas?Desconheço.
Responderá o povo
que, exposto a dura espera,
vê tudo virado do avesso,
Com seu sofrer me comovo.
Não me venham cá com tretas
e desculpas esfarrapadas
dos porquês dos males do mundo.
Estamos rodeados de marretas
com ideias maradas
e um ódio profundo.
Não vêem mais que poder.
Eles querem apenas ser
executantes dum esquema
que conduzir-nos-á,
sem pena, nem piedade,
à razão deste poema,
se nós não agirmos já.
Faça-se um cerco aos cretinos,
corruptos e manhosos,
- cobardemente servis -
que se sentem orgulhosos
do mal que estão a fazer
ao nosso querido país.
Dêmos às nossas crianças,
razão p’ra serem felizes.
O exemplo que lhes dermos
deixarão neles as raízes
que farão deles, se quisermos,
gente de bem, com valor.
Impõe-se, pois, que façamos
uma limpeza à Nação,
para que todos tenhamos
um Portugal onde o Amor
nos venha do coração
e não duma aspiração
com propósitos nefastos,
como foi no “Estado Novo”,
gerando, por vis arrastos,
revolta no nosso povo.

Maria Letra
2013-10-07
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