De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NA PLATAFORMA DUM SONHO


Às voltas, reviro voltas
buscando uma posição,
que me dê algum conforto
ao meu corpo, meio morto...
de tanto lutar, em vão.
Sinto um mal-estar profundo.
Triste, cansada, sem esperança…,
vivo numa plataforma
sem alicerces, sem forma.
Como cenário…, este mundo.
Sem perceber esta chuva,
que me atormenta, caindo…
sinto que estou num castelo
muito “vip”, nada belo,
onde muitos viram reis
circundados de rainhas.
Umas são como as formigas,
por muito amar, inimigas
de quem cria certas leis.
Outras, cigarras vaidosas,
vagabundas, impiedosas,
em busca não sei de quê…
Coitadas, fazem-me dó.
Estou entre elas. Muito só!
Desperta, busco o porquê
de tanta chuva a cair,
molhando tantos peões…
Não são milhares, são milhões...

Maria Letra
2014-02-10
Imagem de Miguel Letra
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