quinta-feira, 1 de novembro de 2018
sábado, 27 de outubro de 2018
VIVES EM MIM!
Jazem em mim amordaçadas esperanças
gélidas, sem cor. Passaram a lembranças
no dia em que partiste, feito orgulho,
mas é nelas que, por vezes, eu mergulho.
Eu sei que é doentia esta recordação
dum passado tanto vida quanto solidão...
Sobrepõe-se a tudo quanto me corrói,
um grande Amor que o tempo não destrói.
Eu sei que a minha frágil resistência
já pouco poderá, em realidade,
contra o desgaste recôndito da idade.
Mas prefiro abraçar-me à tua ausência
do que anular em mim todo um passado!
Não estás... mas imagino-te ao meu lado.
Maria Letr@
Etiquetas:
ausência,
esperanças,
solidão
sábado, 20 de outubro de 2018
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
PORQUÊ O MEU REGRESSO A ESTE BLOGUE
Durante bastante tempo estive afastada das páginas onde
publicava o que ia escrevendo - nomeadamente esta - tendo dado, erradamente,
preferência à que havia criado, em 2009, no Facebook. Dada a minha falta de
tempo, era penoso para mim publicar em várias páginas ao mesmo tempo e o
Facebook permitia-me reunir, numa só página, não só o que queria publicar, mas
também o benefício de manter um permanente contacto com familiares e amigos. E
porquê erradamente? Porque dei preferência a um site de comunicação social que
- hoje sabemos todos - nem é seguro, nem
é fiável. Por esta razão, lamento tê-lo feito, por outra proporcionou-me o
prazer de estar em permanente contacto com esses amigos e com esses familiares,
bem assim como ter descoberto o paradeiro de outros dos quais a vida me havia
separado.
Quando comecei a ter conhecimento do lado mau do Facebook,
arrastei comigo, durante bastante tempo, a indecisão sobre se deveria continuar
a servir-me desse site. Chegou, contudo, o momento de tomar uma decisão e,
portanto, a partir de 13 de Novembro de 2018, deixarei de publicar no mesmo e começarei,
de novo, a marcar presença nos sites que havia deixado, muito embora sem
intenção definitiva.
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Facebook,
recomeçar,
regressar
RECOMEÇAR
Quando alguém recomeça uma nova etapa na sua vida, teria
fechado, ou interrompido por algum tempo e por qualquer razão, uma outra anterior. Na sua mente teriam ficado
boas e más recordações anteriores as quais, de alguma forma, ter-lhe-iam
deixado marcas das várias vertentes em que esteve envolvido/a, umas boas,
outras nem tanto. Porém, inevitavelmente, deverão tê-lo/a alertado para a necessidade
de filtrar cada um dos seus projectos futuros, bem assim como de travar uma certa dose de
precipitação que possa ainda existir quando abre “novos horizontes”, sem ponderar sobre eles. Será de
louvar, no entanto, ter adquirido resistência e coragem para RECOMEÇAR. domingo, 26 de março de 2017
Apresentação do Livro "Meu Pequeno Grande País"
É com enorme alegria que, a 3 dias das comemorações do
25 de Abril, apresentarei ao público o meu mais recente trabalho.
Ao jeito de
primeiro “approach”, aqui deixo um excerto do prefácio gentilmente redigido
pelo Ex.mo Senhor Professor José Gerós, o qual, para mim, espelha uma muito
gratificante interpretação da obra:
“Quando um país não se mede aos palmos!
Leio os versos de “Meu
pequeno Grande País” sabendo que esse pequeno país à beira mar plantado tem
para os próximos cinco anos um seu político, António Guterres, a liderar uma das
principais organizações internacionais, a ONU, que a língua usada pelos seus
habitantes é a quinta mais falada no mundo, que os seus poetas e escritores,
entre os quais se conta um prémio Nobel, são dos mais conhecidos e estudados
por grandes mestres. (...) Um país que
ocupou mas que também sabe receber. A este propósito, relembro as palavras de
um amigo meu guineense que trabalhou em
vários países da europa e do mundo: “Portugal
não é o melhor país a receber. De modo
solidário e honesto é o único!”.
Fomos um povo reprimido, analfabeto, envolvido em
guerra nas colónias, mas que conseguiu uma
democracia sem derramamento de sangue. Como diz a autora: “E foi assim, sem violência, que acabou a prepotência!”.
(...) Foram estas as minhas reflexões quando li os
primeiros versos da Maria Letra. Na realidade, um País assim
tem de ser lembrado, deve ser objecto de discussão e principalmente deve ser questionado.
(...) É este o grito que atravessa as páginas de uma obra onde vejo mais um manifesto do que um livro de História
contada em verso. A autora começa por lembrar uma série de factos que
constituem o nosso passado. Escolhe uns, encurta outros, opina sobre todos. Chama
a atenção para o essencial, espicaça o leitor a procurar mais informação para apoiar o Seu ponto de
vista ou criar uma visão própria. Não se abstém de criticar mesmo as nossas vitórias,
de valorizar sucessos alheios, de relativizar acontecimentos politicamente
corretos, de colocar questões pertinentes: “D.
Nuno Álvares Pereira… em matar numa Batalha. E virou Santo?... Esquisito!”.
Chegada aos acontecimentos que lhe são contemporâneos,
a autora não se coíbe de exemplificar
com situações familiares as divisões políticas que se generalizavam no país:
mostra as divergências com o pai relativamente a Salazar, aclama a revolução
dos cravos, narra o que de bom se realizou e acompanha os principais desafios que
o país vive, tais como a criseeconómica, a problemática as reformas, os
salários, a postura da sociedade perante
a homossexualidade, a falta de sensatez no momento de votar.
Apelando à luta para que tudo continue a melhorar, a
autora finaliza com um voto de esperança:
“Por causa dum mau
passado,
e dum presente enevoado,
há gente deste canteiro
que partiu para o
estrangeiro.
Está provando ser fecundo
tudo aquilo que aprendeu,
e que este canto do mundo
será sempre, de raiz,
Um Pequeno Grande País!”
Vila Nova de Gaia,
Novembro de 2016
José Gerós
Imagem da capa da autoria
de Jorge Marques
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
SEARCHING FOR ME
SEARCHING FOR ME
I
struggle to recognize me,
between
myself and I.
I don’t
know where I am now,
where I
have been, and how.
I may
live in a different dimension,
which
might be the reason why
it
generated lots of tension
in both
lives, every single day.
That’s
all I can say.
I did
too many nonsenses
in all
my presences and my absences.
I got
lost when I was requested
to give
more than I probably could,
simply
because I thought I should.
None of
the two bested the other.
They
both might be already dead
or
wandering in a world of chaos,
searching
for one another,
but I
still have a glimmer of hope
that,
one day, we will meet, wherever,
safe and
happy together.
Maria
Letra
2016-08-27
Etiquetas:
me,
myself and I
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