De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 3 de maio de 2015

UM ABRAÇO, MÃE!

UM ABRAÇO, MÃE!

Onde quer que estejas, Mãe,
este poema é p’ra ti,
como estando tu, aqui...
..., não nesse remoto Além.
Estou carregada de dor,
mas, também, de tanto Amor.
Sabes da minha Saudade,
e do quanto gostaria
ter-te connosco, este dia,
da tua Maternidade.
Mas não venceu a melhor
e foi a Morte, agressora,
que uma vez mais, vencedora,
levou Vida, deixou dor.
Porém..., não nos separou.
Eu sinto a tua presença
leve..., serena e muda.
Não me fala, me saúda
acenando. Que sentença,
maldita, te deu a Morte
quando, de nós, te levou.
Não sei como se passou.  
Não sei se rumaste a Norte,
onde creio o Além morar.
Só sei que ‘stou à deriva,
e sem outra alternativa
ao que uma Mãe pode dar.

Onde quer que possas estar...
Não deixarei de te amar!!!

Maria Letra
2015-05-03

MÃE-SER-OU-NÃO-SER


sexta-feira, 1 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

POUCA TERRA! MUITA GUERRA!

Há ruídos na floresta,
perturbando o ambiente.
Uma corrente, funesta,
rouba paz a um ror de gente.
Pouca terra! Muita guerra!

Desigualdade danada!
Uns estão de tudo atolhados,
outros sufocando em nada.
Há seres muito inconformados.
Pouca terra! Muita guerra!

Os ricos no mundo..., abundam!
Pretendem não ver as gentes
que, na miséria, se afundam
em cenários deprimentes.
Pouca terra! Muita guerra!

Passou a reinar o caos.
Já não há mais quem se entenda.
Os pobres viraram maus,
cada um que se defenda.
Pouca terra! Muita guerra!

Um lado insano, profundo,
gera guerra em todo o mundo!

Maria Letra
2015-03-04

sábado, 25 de abril de 2015

CRAVOS SEM COR



Não é a cor que te diz
por que me escolheste a mim...
Aquilo que, um dia, fiz,
laranja, branco ou carmim...
foi festejar liberdade,
e nunca adversidade.


E..., finalmente, o que resta
dessa ambição que existia?
Um regime que não presta!
Pouco pão, muita alergia!|
Gentinha que só de vê-los
sinto arrepios nos cabelos...

Era uma vez... ditadura!
E agora? O que é que há?
Estão abrindo a sepultura
a muitos de nós! Vá lá...,
acordem! Estão-nos tramando
e nós...., sempre escorregando...

Escolham homens, não partidos.
Não à cor, sim ao programa,
senão..., seremos traídos!
Votem em gente com fama
de ter sempre, enfim, primado
por ser alguém bem formado.

Ergo os meus cravos, sem cor,
por um Portugal melhor!

Maria Letra
2015-04-25

quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESTA VIDA É UM BAILE


MEU REFÚGIO


DO CONSCIENTE AO SONHO


Mergulho na noite. Um breu medonho
deixa que eu, dormindo, me transporte
ao mistério deslumbrante do sonho...
Actuante, sem deixa e sem suporte,
saio da plataforma “Consciente”,
cheia de regras e ponderação,
para um teatro livre, assaz potente
de cenas virtuais e encenação.
Oh! Este momento, que não comando,
onde o cenário, vil enganador,
podia permitir-me que, sonhando,
sentisse Amor, não este Desamor.
  
2015-04-22



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

AS FLORES E O "STAFF"












"Tulipas"
São as flores
que eu daria
aos Srs. Administradores.

                                                          
 






"Orquídeas"
Bem ...
Estas flores,
dá-las-ia,
sem dúvida,
aos Srs. Directores. 
                                                                  






"Cravos"
Para quem?
Para todo o Gerente,
certamente ...









"Violetas"
Flores de mulher,
não podem ser dadas
a uma secretária qualquer.











"Rosas"
Que pena!
Queria-as para mim ...
Mas..., ficariam melhor
num lindo jardim.
No entanto,
a ter de entregá-las...,
então ...
pô-las-ia nas mãos
da mulher que trabalha
num ritmo louco,
p'ra poder viver.
Sem categoria,
faz de tudo um pouco.










"Malmequeres"
Estas flores... ficariam bem
na telefonista
que, doida,
enlouquece,
perdida de amores
por tantas vozes de doutores,
que não conhece ...












Mas ... faltam flores para alguém
muito mais importante
em todo o "staff"...
Aqueles a quem muitos
chamam de "primário"
e que, por isso mesmo,
talvez ...,
prefere o cigarro.
Como é duro ser operário !...

Maria Letra
Londres, 29-03-1985

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015