De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PALAVRAS COM CHEIRO A MORTE


PRESSÁGIO DE NAUFRÁGIO



 PRESSÁGIO DE NAUFRÁGIO

No silêncio do meu quarto
sinto um presságio sacana
que ameaça tempestade.
O meu coração está farto!
Está gélida a minha cama.
Terei eu capacidade
para aguentar o frio
que teima paralizar-me?
Enfrentar o desafio
exige muita coragem!


A minha alma se esforça.
Quero continuar lutando,
mas esta gelada aragem
não me deixa. Não sei quando
possa regressar calor
capaz de aquecer-me a alma,
dar consistência ao meu EU
e tanto, mas tanto Amor!
Impõe-se mantenha a calma.
Não desistirei, Deus meu!

Maria Letra
2015-01-27

domingo, 25 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FUI PERSEVERANTE...


... e insisti mantendo atitudes minhas.
Lutei contra heranças vis, daninhas...,
e algo aconteceu neste meu ego
devolvendo-me, em força, um amor cego,
uma vontade férrea de rasgar os danos
que carregava, teimosa, há tantos anos.
Eles motivaram um enorme tédio
que parecia não haver remédio
que o matasse, que o excluisse
da minha vida. Seria uma tolice
continuar a viver, penando
por males passados, quando...
... se impunha uma mudança
que repusesse a esperança
de voltar a viver com vida...,
e não com uma morte adquirida.
Amarrada a um teimoso apego,
a um passado de dor e medo,
acabei por cegar, não vendo
o mal que me estava fazendo
não viver. E, finalmente, decidi,
dar luz à razão por que estarei aqui.
Não serei mais o fardo que arreei.
Agora sim, eu regressei à Vida!
Voltei a ser cigana destemida.

Maria Letra
2015-01-20

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PERDÃO SEM LIMITE


Tenho uma prenda escondida
dentro do meu coração.
Não pude abrir no Natal...,
não sei bem por que razão.
Talvez não fosse o momento
de dar-lhe vida terrena.
Ficou só em pensamento,
duma forma assaz serena...
Eu não me sentia em Paz
para assumi-la com garra,
nem me sentia capaz
de soltar-me de uma amarra
que há tantos anos sentia.
Estava seca de tão velha.
Era muito doentia...
O coração me aconselha
abri-la para toda a vida,
lançando ao mar o passado
deixando, na despedida,
um pensamento gravado:


















Maria Letra
2014-12-31

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

SEM REGRESSO EXPRESSO


Num espaço...
muito para Além daqui,
há tréguas,
há paz,
há perdão.
Não há Vida,
nem há ambição.
Há uma nova Luz
que partiu dum corpo
morto;
um corpo que jaz,
na Terra,
a milhões de léguas
do invisível,
de um Além em Paz.
Um corpo que partiu
por uma razão
susceptível
de confusão:
uma presumível guerra
para ajuste de contas,
por vingança da Morte,
contra a Vida,
talvez para ver
qual é a mais forte.
Uma partida...
só com ida.
Sem regresso
expresso.
E o que fica
dessa suposta luta?
Uma revolta bruta
de quem amará sempre
quem partiu
e de quem já não amaria,
mas que a Morte...
NUNCA lhe desejaria.

Maria Letra
2014-12-26

BARRAS E AMARRAS