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quarta-feira, 21 de novembro de 2018
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
PEÇA TOMBADA
Esta saudade
que sinto dói-me tanto
quanto a
resistência que perdi
ao saber que partiste
deste mundo.
Foram muitos
os anos que, entretanto,
não conseguindo
evitar, pensar em ti,
fui cavando em
mim, um mal profundo.
Tu eras doce
fogo, em minha vida,
que alimentava
a esperança de te ter.
Foste sombra nos
sonhos, que vivia
e, nesse meu sonhar,
assaz perdida,
lutava contra
o tempo p’ra te ver,
mas o tempo, sem
pena..., me iludia.
O futuro que
quis, não é mais nosso.
Estou farta desta
vida de aquiescência
contra a qual não
posso mais lutar.
Oh esta dor,
que suportar não posso!
Cada pedaço de
mim, é desistência,
é barco
abandonado, a naufragar.
Eu queria
apenas ver-te, se pudesse...
Não sei
como..., nem quando, meu amor,
mas o tempo
que tive, se perdeu.
Aquilo que
esperava que ele me desse,
não caberá no
tempo a meu dispor.
Deixou de
pertencer-me. Não é meu.
Para justificar
não querer morrer,
estou presa a
mil reféns que eu inventei.
Faltar-me-á mais
tempo, sim..., talvez,
mas lutarei na
esperança de viver...,
porque..., deixar
o mundo em que te amei,
seria um
cheque-mate de xadrez.
Maria Letra
2015-10-29
Etiquetas:
cheque-mate,
perda,
saudade
domingo, 3 de maio de 2015
UM ABRAÇO, MÃE!
UM ABRAÇO, MÃE!
Onde quer que
estejas, Mãe,
este poema é
p’ra ti,
como estando
tu, aqui...
..., não nesse
remoto Além.
Estou carregada
de dor,
mas, também, de
tanto Amor.
Sabes da minha
Saudade,
e do quanto gostaria
ter-te
connosco, este dia,
da tua Maternidade.
Mas não venceu
a melhor
e foi a Morte,
agressora,
que uma vez
mais, vencedora,
levou Vida,
deixou dor.
Porém..., não
nos separou.
Eu sinto a tua
presença
leve..., serena
e muda.
Não me fala,
me saúda
acenando. Que
sentença,
maldita, te deu
a Morte
quando, de nós,
te levou.
Não sei como se
passou.
Não sei se rumaste
a Norte,
onde creio o
Além morar.
Só sei que ‘stou
à deriva,
e sem outra
alternativa
ao que uma Mãe
pode dar.
Onde quer que
possas estar...
Não deixarei
de te amar!!!
Maria Letra
2015-05-03
quarta-feira, 11 de junho de 2014
ENCONTRO_COM_A_FELICIDADE
… e foi no teu olhar
que mergulhei
um dia, procurando-me,
buscando saciar a
minha sede
de amar... e de ser
amada;
de libertar-me daquela
dura rede
onde permanecia, encarcerada.
...E foi em ti que,
descrente, constatei,
confrontando-me,
que amar era tão
importante
quanto virar a página
dum livro velho,
onde já nada era belo,
ou relevante,
e onde me revia, como
num espelho.
Amar de novo era um
desejo ardente,
era uma necessidade,
não uma ilusão
ou um capricho impertinente.
Ser livre, esquecer
aquele diário
onde quase tudo me
parecia secundário...
deixou de ser uma
simples ambição.
Urgia libertar-me da
prisão
onde, cruelmente, estava
aprisionada,
reduzida a zero, no
auge do tormento...
... E foi em ti que me
reencontrei,
liberta das amarras em
que estive
tantos anos nos quais
não tive, um só momento,
o que me deste tu,
Amor. Quanto te amei!
... E foi em ti, num
lindo amanhecer,
que despertei dum
pesadelo... e fui Mulher!
Maria Letra
sábado, 29 de março de 2014
ATÉ QUE A VIDA ME REJEITE
Até que a Vida me rejeite,
…quero seguir, viajante,
carregando aquilo
que me tornou imigrante,
num outro país.
Quero ter força
e fazer o que sempre quis:
Amar-te, Vida!
Sim, porque ao amar-te,
estarei amando o mundo
e todos os que nele
sofrem dum mal profundo,
que bem compreendo…
Chama-se Saudade.
Essa, não tem idade.
Continuará vivendo
depois de mim, de ti
e de todos nós.
Lutarei pela Vida,
até quando ela quiser.
A idade não perdoa,
mas meu grito de dor,
ainda que fraco, ecoa.
Gentes que sempre amei,
chorarão minha partida.
Um dia? Uns anos?…
Minha alma está dorida,
feita de desenganos,
mas meu coração é forte,
afugentando a morte.
Eu já não tenho anos,
tenho vivências.
Mereço respeito.
Vivo de nada,
para além do Amor
que sinto no meu peito.
Não quero envelhecer.
Quero amar a Vida,
deixar-me adormecer
no seu regaço origem.
Lutar contra os corruptos
que nada dão… Exigem!
Até quando a Vida quiser…,
quero continuar Mulher!
Maria Letra
2014-03-11
…quero seguir, viajante,
carregando aquilo
que me tornou imigrante,
num outro país.
Quero ter força
e fazer o que sempre quis:
Amar-te, Vida!
Sim, porque ao amar-te,
estarei amando o mundo
e todos os que nele
sofrem dum mal profundo,
que bem compreendo…
Chama-se Saudade.
Essa, não tem idade.
Continuará vivendo
depois de mim, de ti
e de todos nós.
Lutarei pela Vida,
até quando ela quiser.
A idade não perdoa,
mas meu grito de dor,
ainda que fraco, ecoa.
Gentes que sempre amei,
chorarão minha partida.
Um dia? Uns anos?…
Minha alma está dorida,
feita de desenganos,
mas meu coração é forte,
afugentando a morte.
Eu já não tenho anos,
tenho vivências.
Mereço respeito.
Vivo de nada,
para além do Amor
que sinto no meu peito.
Não quero envelhecer.
Quero amar a Vida,
deixar-me adormecer
no seu regaço origem.
Lutar contra os corruptos
que nada dão… Exigem!
Até quando a Vida quiser…,
quero continuar Mulher!
Maria Letra
2014-03-11
sábado, 14 de setembro de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
JÁ NADA ME PRENDE AQUI
Onde quer que tu estejas,
meu Amor,
faz-me sentir-te
no meu buscar-te,
quando a noite se avizinha.
Tira-me deste inferno,
desta dor.
Faz-me acreditar
que nunca estiveste aí.
Não quero viver sozinha
este amor que guardo ainda.
Que o teu silêncio não dure,
pois meu sentir-te não finda.
Que a tua alma me cure
da tua imagem tão linda.
Morri quando tu partiste.
Já nada me prende aqui.
Quero rever-te,
encontrar-te nesse além
que não conhece o perdão.
Deixa-me partir contigo.
Meu corpo vive sem ti,
mas a minha alma não.
meu Amor,
faz-me sentir-te
no meu buscar-te,
quando a noite se avizinha.
Tira-me deste inferno,
desta dor.
Faz-me acreditar
que nunca estiveste aí.
Não quero viver sozinha
este amor que guardo ainda.
Que o teu silêncio não dure,
pois meu sentir-te não finda.
Que a tua alma me cure
da tua imagem tão linda.
Morri quando tu partiste.
Já nada me prende aqui.
Quero rever-te,
encontrar-te nesse além
que não conhece o perdão.
Deixa-me partir contigo.
Meu corpo vive sem ti,
mas a minha alma não.
Maria Letra
2013-08-04
Etiquetas:
amor,
recordação,
saudade
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