De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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sábado, 23 de maio de 2015

QUEM SOU

                                                                                           QUEM SOU
Sou um produto do tempo, um ser com o carácter moldado pelas boas e más experiências que foi vivendo, ao longo dos anos. Esse tempo é já longo e modificou, também, o meu aspecto físico, colocando algumas rugas no meu corpo, mas nenhumas na minha alma. Esta viajará sempre jovem, silenciosamente indiferente aos riscos que vou correndo. Permanecerá “colada” a mim, enquanto a minha mente estiver activa. Como “utente” do meu corpo, usa e abusa dele, mesmo quando contrária ao que eu vou decidindo fazer da minha vida. Provavelmente acredita no meu sentido de responsabilidade… Eu não sei se merecerei essa confiança, mas ela sabe que a sua permanência em mim, é efemera, e que a sua libertação acontecerá um dia, quando a minha mente parar de comandar-me. Desvincular-se-á, então, do meu corpo, partindo em liberdade, sabe-se lá para onde. O que hoje aceitamos como sendo uma Verdade mentirosa, amanhã poderemos ter de concluir ter sido uma Mentira verdadeira. Tem sido sempre assim, ao longo de séculos e séculos…

Maria Letra

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FOI NESSE DIA

… e foi nesse mesmo dia,
e nessa data precisa,
que entraste na minha Vida
para sempre! Decidida,
passei a sentir Magia
num viver que simboliza
a mudança e o valor,
que tem a força do Amor.

Maria Letra
2015-05-06

domingo, 3 de maio de 2015

UM ABRAÇO, MÃE!

UM ABRAÇO, MÃE!

Onde quer que estejas, Mãe,
este poema é p’ra ti,
como estando tu, aqui...
..., não nesse remoto Além.
Estou carregada de dor,
mas, também, de tanto Amor.
Sabes da minha Saudade,
e do quanto gostaria
ter-te connosco, este dia,
da tua Maternidade.
Mas não venceu a melhor
e foi a Morte, agressora,
que uma vez mais, vencedora,
levou Vida, deixou dor.
Porém..., não nos separou.
Eu sinto a tua presença
leve..., serena e muda.
Não me fala, me saúda
acenando. Que sentença,
maldita, te deu a Morte
quando, de nós, te levou.
Não sei como se passou.  
Não sei se rumaste a Norte,
onde creio o Além morar.
Só sei que ‘stou à deriva,
e sem outra alternativa
ao que uma Mãe pode dar.

Onde quer que possas estar...
Não deixarei de te amar!!!

Maria Letra
2015-05-03

MÃE-SER-OU-NÃO-SER