De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

Outros blogues:
http://www.worldartfriends.com/pt/users/maria-letra
http://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/

quarta-feira, 29 de abril de 2015

POUCA TERRA! MUITA GUERRA!

Há ruídos na floresta,
perturbando o ambiente.
Uma corrente, funesta,
rouba paz a um ror de gente.
Pouca terra! Muita guerra!

Desigualdade danada!
Uns estão de tudo atolhados,
outros sufocando em nada.
Há seres muito inconformados.
Pouca terra! Muita guerra!

Os ricos no mundo..., abundam!
Pretendem não ver as gentes
que, na miséria, se afundam
em cenários deprimentes.
Pouca terra! Muita guerra!

Passou a reinar o caos.
Já não há mais quem se entenda.
Os pobres viraram maus,
cada um que se defenda.
Pouca terra! Muita guerra!

Um lado insano, profundo,
gera guerra em todo o mundo!

Maria Letra
2015-03-04

sábado, 25 de abril de 2015

CRAVOS SEM COR



Não é a cor que te diz
por que me escolheste a mim...
Aquilo que, um dia, fiz,
laranja, branco ou carmim...
foi festejar liberdade,
e nunca adversidade.


E..., finalmente, o que resta
dessa ambição que existia?
Um regime que não presta!
Pouco pão, muita alergia!|
Gentinha que só de vê-los
sinto arrepios nos cabelos...

Era uma vez... ditadura!
E agora? O que é que há?
Estão abrindo a sepultura
a muitos de nós! Vá lá...,
acordem! Estão-nos tramando
e nós...., sempre escorregando...

Escolham homens, não partidos.
Não à cor, sim ao programa,
senão..., seremos traídos!
Votem em gente com fama
de ter sempre, enfim, primado
por ser alguém bem formado.

Ergo os meus cravos, sem cor,
por um Portugal melhor!

Maria Letra
2015-04-25

quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESTA VIDA É UM BAILE


MEU REFÚGIO


DO CONSCIENTE AO SONHO


Mergulho na noite. Um breu medonho
deixa que eu, dormindo, me transporte
ao mistério deslumbrante do sonho...
Actuante, sem deixa e sem suporte,
saio da plataforma “Consciente”,
cheia de regras e ponderação,
para um teatro livre, assaz potente
de cenas virtuais e encenação.
Oh! Este momento, que não comando,
onde o cenário, vil enganador,
podia permitir-me que, sonhando,
sentisse Amor, não este Desamor.
  
2015-04-22