De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PALAVRAS COM CHEIRO A MORTE


PRESSÁGIO DE NAUFRÁGIO



 PRESSÁGIO DE NAUFRÁGIO

No silêncio do meu quarto
sinto um presságio sacana
que ameaça tempestade.
O meu coração está farto!
Está gélida a minha cama.
Terei eu capacidade
para aguentar o frio
que teima paralizar-me?
Enfrentar o desafio
exige muita coragem!


A minha alma se esforça.
Quero continuar lutando,
mas esta gelada aragem
não me deixa. Não sei quando
possa regressar calor
capaz de aquecer-me a alma,
dar consistência ao meu EU
e tanto, mas tanto Amor!
Impõe-se mantenha a calma.
Não desistirei, Deus meu!

Maria Letra
2015-01-27

domingo, 25 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FUI PERSEVERANTE...


... e insisti mantendo atitudes minhas.
Lutei contra heranças vis, daninhas...,
e algo aconteceu neste meu ego
devolvendo-me, em força, um amor cego,
uma vontade férrea de rasgar os danos
que carregava, teimosa, há tantos anos.
Eles motivaram um enorme tédio
que parecia não haver remédio
que o matasse, que o excluisse
da minha vida. Seria uma tolice
continuar a viver, penando
por males passados, quando...
... se impunha uma mudança
que repusesse a esperança
de voltar a viver com vida...,
e não com uma morte adquirida.
Amarrada a um teimoso apego,
a um passado de dor e medo,
acabei por cegar, não vendo
o mal que me estava fazendo
não viver. E, finalmente, decidi,
dar luz à razão por que estarei aqui.
Não serei mais o fardo que arreei.
Agora sim, eu regressei à Vida!
Voltei a ser cigana destemida.

Maria Letra
2015-01-20

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PERDÃO SEM LIMITE


Tenho uma prenda escondida
dentro do meu coração.
Não pude abrir no Natal...,
não sei bem por que razão.
Talvez não fosse o momento
de dar-lhe vida terrena.
Ficou só em pensamento,
duma forma assaz serena...
Eu não me sentia em Paz
para assumi-la com garra,
nem me sentia capaz
de soltar-me de uma amarra
que há tantos anos sentia.
Estava seca de tão velha.
Era muito doentia...
O coração me aconselha
abri-la para toda a vida,
lançando ao mar o passado
deixando, na despedida,
um pensamento gravado:


















Maria Letra
2014-12-31