De velhas raizes minhas,

umas vivas, outras mortas,

retirei ervas daninhas

p’ra poder abrir mais portas.

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domingo, 25 de agosto de 2013

PORQUÊ SETEMBRO?

Nasci no mês de Setembro
e gostava de saber
porque será que não lembro,
noutro mês me acontecer
tanto azar em 30 dias…
Já pensei em recolher-me,
fechar-me em casa esse tempo,
mas eu não consigo  ver-me,
nem  sequer por um momento,
a lutar contra fobias.
Uma será a do espaço,
outra a do isolamento,
outra a daquilo que  faço,
acabar num abafamento
que me afunda em mil manias.

O melhor  mesmo… é esquecer.
Andar em frente… e VIVER!

Maria Letra
2013-08-25

domingo, 18 de agosto de 2013

DEVE AO SALDO MUITO HAVER


DEVE AO SALDO MUITO HAVER

Há coisas que me atrofiam
e que detesto abordar,
por isso sempre me baldo
de as comentar.
Uma delas é o Deve,
que nos dá cabo do Saldo
sempre que o traidor Haver
nos deixa a carteira a arder.
Se essa coisa do Passivo,
aumentar em demasia...,
perdemos noites, sem sono,
e tanta, tanta alegria.
E se, entretanto, o Activo
já nem p’ro petróleo der,
porque a luz já foi cortada,
fica o malvado Passivo
dependendo de qualquer
milagre, vindo do nada.

Maria Letra
2013-08-18

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TEMPOS QUE O TEMPO TE DEU












Era há tantos, tantos anos
que vivias, por teu mérito,
cuidando sempre de ti,
que o Tempo te ofereceu tempos…
para esqueceres contratempos,
que tiveste na tua vida.
Resignada e sofrida
tiveste alguns desenganos…
Mas esse tempo que amamos
sabia tu teres, a crédito,
milhões de afectos aqui.
E viveste.., bem feliz,
a vida, como ela quis,
usando esses tempos todos
até ao último dia.
Minha Mãe, foste calmia
nos meus momentos de dor.
Deixaste em nós tanto Amor!

2013-08-15

terça-feira, 13 de agosto de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

JÁ NADA ME PRENDE AQUI



Onde quer que tu estejas,
meu Amor,
faz-me sentir-te
no meu buscar-te,
quando a noite se avizinha.
Tira-me deste inferno,
desta dor.
Faz-me acreditar
que nunca estiveste aí.
Não quero viver sozinha
este amor que guardo ainda.
Que o teu silêncio não dure,
pois meu sentir-te não finda.
Que a tua alma me cure
da tua imagem tão linda.
Morri quando tu partiste.
Já nada me prende aqui.
Quero rever-te,
encontrar-te nesse além
que não conhece o perdão.
Deixa-me partir contigo.
Meu corpo vive sem ti,
mas a minha alma não.

Maria Letra
2013-08-04